sábado, 8 de maio de 2010

Verão, calor, sol, trote, bar.. rotinas comuns de início de semestre para os universitários, comunidade em que eu me encontro.
Estávamos todos lindos sentados a esperar nossos queridos calourinhos voltarem com as esmolas. Durante a espera, claro que tiveram muitas cervejas, alguns engradados. O tempo se passou e anoiteceu. A hora do retorno para o lar se aproximava, entao, nos levantamos em grupo. Iríamos a pé do vascaíno até Icaraí. O povo tava disposto. Mas, enquanto na poesia de Drummond existe uma pedra no caminho, no meu caminho havia um bebado. O Antonio, falando assim parece até meu melhor amigo, ainda bem que não.
Para ser exata isso ocorreu dois dias depois do dia das mulheres. E o meu amigo bebado, o Antonio, estava louco para me presentear. Me sorteou no meio de tantos e tantas. Primeiro apontou para os calouros bem pintadinhos de forma bem impessoal e disse: " Vocês aí, tudo pintado hoje, catanu dinheiro. Amanha vão ser assim ó...", neste momento ele me avistou e deu dois passos na minha direção, chegando perto. Tentei me meter no meio da galera, mas era tarde demais, ele continuou: "BONIIIITA", ele gritava, "SEHOJEFOSSEONTEMEUTEDAVAUMBEIJO! DIA DAS MULHERES, TE DAVA UM PRESENTE".
Agora vamos entender a tensão deste momento, sabe aquela babinha branca grossa que gruda nos dentes? Sácoé? Então, essa mesma, era presente na boca toda do Antonio, ele tava mais bebado que todos juntos, e tenho certeza que tinha se esfregado na cebola.
Nunca agradeci tanto por nao ser dia das mulheres. E ainda errou por dois dias, burro.

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